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O Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais (SINTEF) entregou em mãos ao ministro da Educação, Camilo Santana, uma carta com reivindicações da categoria durante a inauguração do prédio da Reitoria da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), realizada no dia 30 de setembro.

No documento, o sindicato manifesta preocupação com os cortes e bloqueios orçamentários impostos pelo arcabouço fiscal e alerta para a possibilidade de novas reduções no orçamento da pasta da Educação, o que, segundo a entidade, “certamente não beneficiará o povo brasileiro”.

As principais reivindicações dos técnicos-administrativos incluem a posição contrária à Reforma Administrativa em debate no Congresso Nacional e a cobrança pelo cumprimento integral do acordo de greve firmado com o Ministério da Educação.

O SINTEF aponta que pontos essenciais seguem pendentes, como a regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), o reposicionamento dos aposentados, a atualização dos cargos e a implementação da jornada de 30 horas semanais.

Além disso, a carta reforça a necessidade de novas nomeações para cargos de técnicos-administrativos nas universidades e institutos federais, ressaltando que a UFGD enfrenta grande déficit de servidores.

O sindicato defende ainda a valorização da carreira como parte essencial da construção de uma educação pública gratuita e de qualidade.

O documento também critica a Reforma Administrativa, alegando que ela representa um retrocesso ao fragilizar a estabilidade, ampliar contratos temporários e incentivar a terceirização.

Por fim, o SINTEF reafirma a luta pela destinação de 10% do PIB para a educação, com financiamento obtido principalmente pela taxação das grandes fortunas e pela revisão dos gastos com juros da dívida pública.

Até o momento, o Ministério da Educação não se pronunciou oficialmente sobre as reivindicações apresentadas.